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STJ agenda julgamento de ministro acusado de assédio sexual: o que muda

ResumoO Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou para 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, acusado de assédio e importunação sexual contra duas mulheres. O caso tramita em Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e pode resultar na perda do cargo do magistrado.

O STJ marcou para 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, acusado de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, incluindo uma ex-funcionária. O caso tramita em Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e pode resultar na perda do cargo.

Kelly Nascimento
STJ agenda julgamento de ministro acusado de assédio sexual: o que muda

STJ agenda julgamento de ministro acusado de assédio sexual: o que muda — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Talvez você já tenha se deparado com a notícia e sentido aquela pontada de desconforto: mais um caso de assédio chegando ao Judiciário, mas agora vindo de dentro dele. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, acusado de cometer assédio e importunação sexual contra duas mulheres, incluindo uma ex-funcionária de seu gabinete. O caso, que envolve denúncias graves, está sob um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).

O STJ marcou para 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, acusado de assédio e importunação sexual contra duas mulheres. Uma das denúncias é de uma jovem de 18 anos por importunação sexual durante viagem ao litoral de Santa Catarina; a outra, de uma ex-funcionária do gabinete, por assédio sexual. O caso tramita em PAD e pode levar à perda do cargo.

O que está em jogo no julgamento do ministro Marco Buzzi

A data de 6 de agosto não é apenas mais um dia no calendário do STJ. Ela representa um momento em que a corte vai se debruçar sobre acusações que envolvem um de seus próprios membros. O ministro Buzzi está afastado de suas funções desde que as denúncias vieram a público, e o PAD é o instrumento que pode definir seu futuro na magistratura.

As duas denúncias que levaram ao PAD

As acusações contra Buzzi derivam de duas denúncias distintas. A primeira envolve uma jovem de 18 anos, que o acusa de importunação sexual durante uma viagem ao litoral de Santa Catarina. A segunda, mais grave em termos de hierarquia, foi apresentada por uma ex-funcionária que atuou no gabinete do ministro, relatando assédio sexual.

Vale a pena parar para pensar: uma das vítimas era subordinada direta, o que levanta questões sobre o ambiente de trabalho e o poder hierárquico dentro do gabinete. Não é incomum que casos de assédio envolvendo figuras públicas demorem a vir à tona, o medo de retaliação ou de não ser levado a sério ainda é uma barreira real.

O que pode acontecer se Buzzi for considerado culpado

Caso seja considerado culpado, Buzzi pode perder o cargo. Essa possibilidade ganhou contornos mais nítidos após uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a demissão, e não a aposentadoria compulsória, pode ser a penalidade máxima para magistrados com desvios funcionais graves.

Até pouco tempo, a aposentadoria compulsória com vencimentos integrais era a punição mais comum para juízes condenados em processos disciplinares. A mudança de entendimento do STF representa um endurecimento na responsabilização, e o caso de Buzzi pode ser o primeiro grande teste dessa nova orientação.

A defesa e os argumentos apresentados

A defesa do ministro afirmou não ter sido informada sobre a data do julgamento do PAD. Durante a instrução do processo, o ministro investigado alegou inocência e apresentou um laudo de disfunção erétil como parte de sua defesa.

Além do PAD, Buzzi responde a um inquérito criminal no STF, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já deu parecer favorável à investigação, o que indica que o caso tem elementos que justificam aprofundamento.

O caminho até aqui: do afastamento ao julgamento

O processo contra Marco Buzzi não começou ontem. As denúncias foram sendo investigadas em sigilo, até que o STJ decidiu pelo afastamento do ministro e pela instauração do PAD. Agora, com a data marcada, o caso entra em sua fase mais decisiva.

O papel do PAD na magistratura

O Procedimento Administrativo Disciplinar é o rito interno usado pelo Judiciário para apurar desvios funcionais de seus membros. Diferente de um processo criminal, o PAD foca na conduta profissional e pode resultar em sanções que vão desde advertência até a perda do cargo.

No caso de Buzzi, o PAD é o fórum principal para decidir seu futuro como magistrado. O resultado do julgamento no STJ pode ter repercussões não apenas para ele, mas para a própria imagem da corte.

O que muda com a nova data de julgamento

A marcação do julgamento para 6 de agosto traz um elemento de clareza para um caso que vinha tramitando sem data definida. Para as vítimas, pode representar a possibilidade de ver a justiça sendo feita. Para a sociedade, é um teste de como o Judiciário lida com acusações de assédio vindas de dentro de suas próprias fileiras.

O contexto mais amplo: assédio no Judiciário

Casos como o de Buzzi não acontecem no vácuo. Eles refletem uma discussão mais ampla sobre assédio sexual em ambientes institucionais, especialmente onde há hierarquia e poder. O Judiciário, como qualquer outra instituição, não está imune a essas dinâmicas.

A diferença é que, quando um ministro é acusado, o sistema precisa mostrar que é capaz de se autorregular. O julgamento de agosto será um termômetro dessa capacidade.

Perguntas Frequentes

Quando será o julgamento do ministro Marco Buzzi?

O julgamento está marcado para 6 de agosto, no STJ.

Quais são as acusações contra Marco Buzzi?

Ele é acusado de assédio sexual e importunação sexual contra duas mulheres, incluindo uma ex-funcionária de seu gabinete.

O que pode acontecer se Buzzi for condenado?

Ele pode perder o cargo, conforme entendimento recente do STF que permite demissão como penalidade máxima para magistrados.

Buzzi responde a outros processos?

Sim, ele também responde a um inquérito criminal no STF, sob relatoria de Kassio Nunes Marques, com parecer favorável da PGR.

O que é um PAD?

É um Procedimento Administrativo Disciplinar, usado pelo Judiciário para apurar desvios funcionais de magistrados.

Kelly Nascimento

Editoria Virais

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.