O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou o pedido de liminar protocolado pela equipe de José Roberto Arruda (PSD) contra a propaganda que fazia críticas à trajetória do candidato. Com a decisão, o material da campanha de Celina Leão (PP) pode continuar a ser veiculado. A propaganda da governadora mostra matérias sobre a operação Caixa de Pandora, escândalo que provocou a cassação do mandato de Arruda em 2010.
A operação investigou um esquema de corrupção no governo do Distrito Federal (GDF) entre 2006 e 2009. No vídeo, exibido em 29 e 30 de agosto, a equipe da candidata à reeleição afirma que colocar o adversário no governo novamente é como "colocar raposa para cuidar de galinheiro". "Arruda foi preso duas vezes, tem sete condenações, está inelegível. E atenção, deve 594 milhões aos cofres do DF. E agora, pasme, ele quer ser governador de novo. Quer voltar a cuidar do nosso dinheiro", diz o material.
A decisão do TRE-DF mantém o tom crítico da propaganda no ar, em um momento em que a disputa no Distrito Federal ganha contornos de confronto direto entre as duas principais candidaturas. Enquanto isso, a equipe de Arruda pode recorrer da decisão em instâncias superiores, mas até o momento não há informação sobre novos recursos.
Para quem acompanha a eleição no DF, o caso reacende um capítulo marcante da política local. A operação Caixa de Pandora, que resultou na cassação do mandato de Arruda em 2010, segue sendo usada como argumento de campanha. A propaganda de Celina Leão aposta na memória do eleitor para reforçar a rejeição ao adversário.
Agora, resta saber se a decisão do TRE-DF será mantida em eventuais recursos e como o eleitorado vai reagir ao conteúdo. A propaganda segue no ar, e a disputa pela atenção do eleitor continua intensa nas próximas semanas.