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Dólar abre em queda, com petróleo e tarifaço no radar

ResumoDólar abriu em queda de 0,14% nesta sexta-feira (24), cotado a R$ 5,0769. O movimento reflete o novo tarifaço dos EUA sobre o Brasil e outros 59 países, a queda do petróleo e as tensões no Oriente Médio.

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (24), com recuo de 0,14% cotado a R$ 5,0769. O movimento reflete o novo tarifaço dos EUA sobre o Brasil e outros 59 países, a queda do petróleo e as tensões no Oriente Médio. Veja como isso impacta seus investimentos e o dia a dia.

Kelly Nascimento
Dólar abre em queda, com petróleo e tarifaço no radar

Dólar abre em queda, com petróleo e tarifaço no radar — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Dólar abre em queda: R$ 5,0769 com tarifaço e petróleo no radar

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (24) em queda, com um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0769, conforme investidores avaliavam o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. O movimento reflete uma combinação de fatores globais que afetam diretamente o seu bolso, desde o preço dos combustíveis até o custo de produtos importados.

O dólar abriu em queda de 0,14% nesta sexta (24), cotado a R$ 5,0769, com investidores avaliando o novo tarifaço dos EUA (alíquotas entre 10% e 12,5%) e a queda do petróleo Brent (-3,09%, a US$ 97,58). O Ibovespa começa a negociar às 10h. A cotação reflete também tensões no Oriente Médio e a temporada de balanços corporativos.

O que está movendo o dólar hoje?

O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais fica no centro das atenções. A alíquota, que ficou entre 10% e 12,5%, foi anunciada na véspera, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas. Para quem importa produtos dos EUA ou depende de insumos americanos, o custo tende a subir.

As tensões no Oriente Médio também ficam no radar, principalmente após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. A piora do cenário geopolítico na região reforçou preocupações sobre eventuais impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo. Isso mexe com o preço dos combustíveis e, por tabela, com o transporte e a inflação.

Petróleo em queda: o que muda para você?

Após uma semana de tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,09%, cotado a US$ 97,58. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,64%, a US$ 89,76 o barril. A queda alivia temporariamente a pressão sobre os combustíveis no Brasil, mas o cenário geopolítico ainda é incerto.

Para quem abastece o carro ou usa transporte por aplicativo, a notícia pode significar alívio, ao menos por enquanto. Mas o mercado de petróleo é volátil, e qualquer novo ataque no Oriente Médio pode reverter o movimento.

Balanços corporativos e o efeito nos investimentos

A temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores. Na véspera, as ações da Alphabet caíram mais de 7% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor. Isso afeta o humor global e, indiretamente, o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil.

Nesta sexta, destaque para os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel. Dados econômicos também ficam no radar. Se você tem ações na bolsa ou fundos cambiais, acompanhar esses resultados ajuda a entender para onde o mercado pode virar.

Acumulado da semana, mês e ano

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado:

  • Dólar: acumulado da semana: -0,53%; acumulado do mês: -1,53%; acumulado do ano: -7,38%.
  • Ibovespa: acumulado da semana: +1,59%; acumulado do mês: +2,59%; acumulado do ano: +9,53%.

Os números mostram que, apesar da queda do dólar no curto prazo, a moeda ainda acumula desvalorização no ano, o que pode ser bom para quem viaja ou compra produtos importados. Já a bolsa brasileira segue em alta no acumulado de 2026, refletindo otimismo com a economia doméstica.

Perguntas Frequentes

O que significa o tarifaço dos EUA para o Brasil?

O tarifaço é uma sobretaxa de 10% a 12,5% sobre produtos brasileiros, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Isso encarece as exportações e pode gerar retaliações, afetando setores como agropecuária e manufatura.

Como a queda do petróleo afeta o preço da gasolina?

A queda do Brent (-3,09%) alivia o custo de importação do petróleo, o que pode se refletir em reduções nos preços dos combustíveis nas refinarias, dependendo da política de preços da Petrobras.

O que é o Ibovespa e por que ele começa a negociar às 10h?

O Ibovespa é o principal índice da bolsa brasileira, que reúne as ações mais negociadas. A abertura às 10h é o horário padrão do mercado de ações no Brasil.

Vale a pena comprar dólar agora?

Depende do seu objetivo. Se você vai viajar ou precisa de moeda estrangeira, a queda de 0,14% pode ser vantajosa. Mas o cenário de tarifaço e geopolítica recomenda cautela.

O que é a Seção 301?

É uma lei americana que permite ao governo dos EUA impor tarifas ou restrições comerciais contra países considerados responsáveis por práticas desleais de comércio. Foi usada para justificar o tarifaço sobre o Brasil.

como o tarifaço dos EUA impacta suas compras petróleo e inflação: entenda a relação investir em dólar: quando vale a pena

Kelly Nascimento

Editoria Curiosidades

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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