Três meses após o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, os escombros da estrutura seguem no Rio Iaco. A passagem de quem depende do manancial para se deslocar continua obstruída. O que mudou desde a queda? O inquérito civil aberto pelo Ministério Público em agosto é o principal desdobramento.
A ponte desabou na noite de 5 de junho, com quatro pessoas sobre a estrutura. O local estava interditado desde o dia anterior, por apresentar risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda. Três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) investigam o caso.
Em agosto, o MP instaurou inquérito civil para investigar as causas e responsabilidades ligadas ao desabamento. Um dos pontos destacados no documento: o risco de erosão na área onde a ponte foi construída já era conhecido antes do desmoronamento. Ou seja, a promessa de investigação agora enfrenta o desafio de transformar alerta prévio em responsabilização concreta.
Ainda não há prazo público para a remoção dos escombros. Enquanto isso, a obstrução no rio segue como problema prático para moradores e para a navegação local. A pergunta que fica: o inquérito vai além de apontar o risco conhecido e chegar a quem deveria ter agido antes da queda? investigação de desabamentos no Brasil