Irã rejeita proposta de cessar-fogo dos EUA, diz NYT - entenda
O Irã rejeitou na quinta-feira (23.jul.2026) uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, transmitida pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, disseram autoridades iranianas e iraquianas ao jornal The New York Times.
A viagem do premiê iraquiano a Teerã ocorreu depois de uma visita dele à Casa Branca, em 14 de julho, para uma reunião bilateral com o presidente Donald Trump. Segundo o jornal, Ali al-Zaidi foi à capital iraniana com uma delegação e se reuniu com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, com o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e com o ministro das Relações Exteriores do país, Seyed Abbas Araghchi.
Por que o Irã recusou a proposta?
Os detalhes da proposta de cessar-fogo não foram divulgados. Mas autoridades iranianas disseram ao jornal que o governo não tinha interesse em um acordo temporário que não resolvesse a questão do controle do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
Segundo o NYT, Araghchi disse à mídia estatal iraniana que al-Zaidi compartilhou suas "opiniões e impressões" de sua viagem aos EUA, mas que Teerã e Washington já tinham mediadores suficientes. "O problema não é a transmissão de mensagens", disse ele. "O problema é a perspectiva dos Estados Unidos, que é ilógica, gananciosa e controladora", acrescentou.
O que pode acontecer agora?
Ainda de acordo com o jornal, autoridades iranianas disseram que o conflito pode se ampliar caso Trump cumpra ameaças recentes de atacar Teerã. Neste cenário, os iranianos consideram expandir suas ações na região, incluindo ataques contra Tel Aviv, e o uso de aliados houthis para tentar interromper a navegação no estreito de Bab al-Mandeb, importante passagem no mar Vermelho.
Na noite de quinta-feira (23.jul), as Forças Armadas dos EUA concluíram uma nova rodada de ataques contra alvos militares do Irã. Foi a 13ª noite seguida de bombardeios norte-americanos contra o país persa.
O papel do Iraque na mediação
A proposta de cessar-fogo foi transmitida pelo primeiro-ministro do Iraque, que visitou Teerã após reunião com Trump na Casa Branca. A mediação não avançou, segundo as fontes do NYT.
Impactos para o mercado de petróleo e a região
O estreito de Ormuz, mencionado pelas autoridades iranianas como ponto central da recusa, é uma rota estratégica para o transporte de petróleo. O estreito de Bab al-Mandeb, no mar Vermelho, também aparece como possível alvo de ações houthis.
Perguntas Frequentes
O que o Irã disse sobre a proposta?
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que a perspectiva dos EUA é "ilógica, gananciosa e controladora".
Quem mediou a proposta?
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, transmitiu a proposta após reunião com Donald Trump na Casa Branca.
O que pode acontecer se o conflito escalar?
Autoridades iranianas disseram ao NYT que podem expandir ações na região, incluindo ataques contra Tel Aviv e uso de aliados houthis para interromper a navegação no estreito de Bab al-Mandeb.
Quantas noites de bombardeios os EUA já realizaram?
Foram 13 noites consecutivas de bombardeios norte-americanos contra alvos militares do Irã, com a última rodada concluída em 23 de julho.
O estreito de Ormuz é importante para o petróleo?
Sim, é uma rota estratégica para o transporte de petróleo, e seu controle foi um dos motivos da recusa iraniana ao cessar-fogo temporário.
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