Justiça arquiva caso e rejeita acusação sobre negociação de carros de luxo que envolvia Lucas Lucco
A Justiça de Goiás rejeitou a acusação apresentada pelo Ministério Público contra o empresário Eliel Levistone Silva e Souza no caso que ganhou repercussão nacional durante as investigações sobre negociações de carros de luxo envolvendo o cantor Lucas Lucco. A decisão é do juiz Luís Henrique Lins Galvão de Lima, da 7ª Vara Criminal de Goiânia.
Com a decisão, o processo criminal nem chegou a ser aberto. Como o Ministério Público não recorreu, o caso foi encerrado em definitivo. Ao analisar o pedido do MP, o juiz concluiu que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de um processo criminal contra o empresário.
O que mudou com a decisão?
Na decisão, o magistrado afirmou que não existia uma base mínima de provas para dar continuidade ao caso e destacou que levar o investigado a julgamento, nas condições apresentadas, significaria submetê-lo a um processo sem fundamentos consistentes e sem perspectiva de surgirem novas provas capazes de mudar o cenário.
O juiz também entendeu que parte dos fatos investigados já não poderia mais ser usada para embasar uma ação criminal porque o prazo legal para a vítima formalizar a representação havia expirado. Segundo o advogado de defesa de Eliel Levistone, Pedro Paulo de Medeiros, a Justiça concluiu que não havia os requisitos necessários para aceitar a acusação apresentada pelo Ministério Público.
"A Justiça concluiu que sequer existiam os requisitos legais para dar início ao processo criminal. Não houve produção de provas nem julgamento porque o magistrado entendeu, desde o início, que não havia fundamento suficiente para abrir a ação. É uma situação jurídica diferente da absolvição, porque o processo nem chegou a existir", afirmou o advogado.
Por que o caso teve repercussão nacional?
O caso ganhou repercussão nacional em julho de 2025, quando a Polícia Civil de Goiás (PCGO) indiciou o cantor Lucas Lucco, o pai dele e um homem que se apresentava como advogado por supostas fraudes em uma negociação envolvendo carros de luxo. A investigação foi conduzida pela 3ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, um empresário procurou a corporação alegando ter sido prejudicado durante uma troca de veículos de alto padrão. De acordo com o delegado Manoel Borges, responsável pelo inquérito à época, o grupo teria omitido que dois modelos Porsche Panamera oferecidos na negociação ainda possuíam financiamento em aberto.
Em troca, o empresário entregou uma Porsche GT4, acreditando que os veículos estavam livres de pendências. Ainda conforme a investigação, o empresário só descobriu posteriormente que os carros estavam inadimplentes junto à instituição financeira, o que motivou a apuração dos crimes de estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e falsidade documental.
Qual foi a posição da defesa de Lucas Lucco?
Na época, a defesa de Lucas Lucco afirmou que o cantor e o pai colaboraram com as investigações desde o início e sustentou que ambos também foram vítimas do esquema. Segundo os advogados, um falso advogado teria arquitetado a fraude, utilizando documentos falsificados e até uma assinatura digital falsa do artista para realizar as negociações.
A Polícia Civil informou ainda que o suposto advogado também foi investigado por fraude processual, por supostamente utilizar documentos falsificados em procedimentos perante o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).
O que aconteceu com o empresário Eliel Levistone?
Agora, a Justiça de Goiás rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o empresário Eliel Levistone Silva e Souza, investigado no mesmo caso. Pedro Paulo também destacou que a decisão se tornou definitiva porque o Ministério Público optou por não apresentar recurso. "O próprio MP decidiu não recorrer. Com isso, a decisão tornou-se definitiva e o arquivamento encerrou esse processo criminal", disse.
Na decisão, o juiz rejeitou integralmente a acusação e determinou o arquivamento do caso. Como o Ministério Público não apresentou recurso, a decisão passou a valer em definitivo em 7 de julho.
O que falta saber?
O Jornal Opção procurou a assessoria de imprensa do cantor, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. O espaço segue aberto.
Perguntas Frequentes
O que significa o arquivamento do caso?
O arquivamento significa que o processo criminal nem chegou a ser aberto. O juiz entendeu que não havia provas mínimas para justificar a ação, e, como o MP não recorreu, a decisão é definitiva.
Quem foi o empresário envolvido?
O empresário Eliel Levistone Silva e Souza foi investigado no caso, mas a Justiça rejeitou a acusação do Ministério Público contra ele.
Lucas Lucco foi condenado?
Não. O cantor foi indiciado pela Polícia Civil em julho de 2025, mas a Justiça rejeitou a acusação contra o empresário investigado no mesmo caso. A defesa de Lucas Lucco afirma que ele também foi vítima do esquema.
Quando a decisão se tornou definitiva?
A decisão passou a valer em definitivo em 7 de julho, após o Ministério Público não apresentar recurso.
O que aconteceu com o suposto advogado?
A Polícia Civil informou que o homem que se apresentava como advogado também foi investigado por fraude processual, por supostamente utilizar documentos falsificados perante o Tribunal de Justiça de Goiás.
O que motivou a investigação?
Um empresário procurou a polícia alegando ter sido prejudicado em uma troca de veículos de alto padrão. Segundo a investigação, dois Porsche Panamera oferecidos na negociação ainda possuíam financiamento em aberto, o que não foi informado.