Por que aliados de Daniel Vilela condenam a demolição do Hugo?
Membros do governo Daniel Vilela ouvidos pelo O HOJE condenam a demolição do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), no Setor Pedro Ludovico. A decisão, anunciada pelo governador, foi comparada a "loucura" por um engenheiro que será candidato na chapa do governo. O receio é que a demolição comprometa o futuro político de Daniel.
A reforma de R$ 100 milhões que não convenceu
O antecessor de Daniel, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), reformou o Hugo entre agosto de 2024 e agosto de 2025, com custo de R$ 100 milhões. Daniel afirma que o prédio está imprestável e não comporta mais reforma. No entanto, profissionais que frequentam o local, ouvidos pelo O HOJE, não confirmam o estado de escombros.
O risco político da decisão
Um ex-secretário estadual de Saúde desconfia que o governador tenha recebido informações equivocadas. Um conselheiro de Tribunal de Contas aconselha Daniel a "não fazer isso", pois junto com o hospital destruiria seu futuro político. "O povo não vai perdoar", afirmou. A falta de experiência do governador, de 42 anos, é apontada por aliados como motivo do ímpeto.
Alternativas à demolição
Médicos que integraram governos do MDB sugerem reformar o Hugo sem interromper o atendimento. Um deles lembra que a Maternidade Dona Íris, que estava em situação precária, foi refeita e hoje funciona. Outro ex-secretário recorda que o Hospital Estadual Alberto Rassi ficou fechado por anos, mas foi reformado pelo ex-governador Marconi Perillo.
O acordo com a Oncoclínica
Daniel fez acordo com a Oncoclínica para, em troca de R$ 500 milhões emprestados pelo BNDES, transferir a estrutura do Hugo para o hospital que seria para doentes de câncer. Um engenheiro da chapa do governo classificou o acordo como "loucura, não tem outro nome". Daniel já assinou termo se comprometendo a comprar um prédio no Conjunto Fabiana, onde está sendo edificado o Câncer Center Goiânia.
Perguntas Frequentes
Por que o governador Daniel Vilela quer demolir o Hugo?
Daniel afirma que o prédio está imprestável e não comporta mais reforma, apesar de ter sido reformado por R$ 100 milhões entre 2024 e 2025.
Quem se opõe à demolição do Hugo?
Membros do governo Daniel, ex-secretários, médicos, um conselheiro de Tribunal de Contas e profissionais que frequentam o local condenam a decisão.
Qual o custo da reforma anterior do Hugo?
A reforma custou R$ 100 milhões e durou de agosto de 2024 a agosto de 2025, sob a gestão de Ronaldo Caiado.
O que é o acordo com a Oncoclínica?
Daniel fez acordo para que a Oncoclínica receba R$ 500 milhões do BNDES e abrigue a estrutura do Hugo em seu hospital oncológico.
Há alternativas à demolição?
Sim. Médicos e ex-secretários sugerem reformar o hospital por etapas, sem interromper o atendimento, como foi feito com a Maternidade Dona Íris.