Sete pessoas foram presas em Barretos, no interior de São Paulo, suspeitas de integrar um grupo criminoso especializado no furto de cabos metálicos. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta semana, após meses de investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Os cabos eram subtraídos de redes de telecomunicações e energia elétrica, e depois revendidos a ferros-velhos da região. O prejuízo estimado, segundo a polícia, ultrapassa R$ 200 mil.
A promessa de lucro fácil esbarra na evidência: a polícia já identificou ao menos 12 ferros-velhos que compravam o material sem nota fiscal. O delegado responsável, Carlos Mendes, afirmou em coletiva que "a quadrilha agia de forma organizada, com divisão de tarefas entre os suspeitos". As investigações começaram após denúncias anônimas de moradores, que notaram o aumento de apagões e falhas na internet.
Como agia o grupo? Os suspeitos, segundo a polícia, atuavam principalmente à noite, usando caminhonetes para transportar os cabos. Eles cortavam os fios com ferramentas específicas e os levavam para depósitos clandestinos. A venda era feita para ferros-velhos que não exigiam documentação, prática comum em cidades do interior. A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Um dos pontos críticos é a reincidência. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo indicam que, em 2025, foram registrados 1.234 boletins de ocorrência por furto de cabos no estado, número 15% maior que em 2024. Em Barretos, a polícia já havia prendido três pessoas pelo mesmo crime em fevereiro deste ano. A pergunta certa é outra: o que falta para coibir de vez essa cadeia ilegal?
A investigação agora mira os compradores. A polícia notificou os proprietários dos ferros-velhos que adquiriam os cabos sem nota fiscal. Eles podem responder por receptação qualificada, crime com pena de 3 a 8 anos de reclusão. O delegado Mendes destacou que "a punição dos receptadores é essencial para quebrar o ciclo".
Para especialistas em segurança pública, o furto de cabos tem impacto direto na população. A interrupção de serviços de internet e energia afeta hospitais, escolas e residências. Em Barretos, houve registro de queda no sinal de telefonia em três bairros durante as ações do grupo. A prefeitura informou que notificou as empresas de telefonia para agilizar os reparos.
A operação desta semana representa um passo, mas não a solução final. A polícia segue investigando se há outros envolvidos, inclusive dentro das próprias empresas de telecomunicações. O caso foi registrado na DIG de Barretos e segue sob segredo de justiça.
Perguntas Frequentes
Qual o valor do prejuízo estimado?
A polícia estima que o grupo causou prejuízo superior a R$ 200 mil, considerando os cabos furtados e os custos de reparo das redes.
Quantas pessoas foram presas?
Sete pessoas foram presas temporariamente, todas suspeitas de integrar o grupo criminoso.
Como denunciar furtos de cabos em Barretos?
A população pode ligar para o 190 ou para a DIG de Barretos pelo telefone (17) 3321-4000. Denúncias anônimas também são aceitas via Disque Denúncia 181.
O que acontece com os ferros-velhos que compram os cabos?
Eles podem ser investigados por receptação qualificada, crime previsto no artigo 180 do Código Penal, com pena de 3 a 8 anos de reclusão.
Há risco de novos furtos na região?
Sim. A polícia alerta que outros grupos podem estar ativos. A recomendação é que empresas de telecomunicações reforcem a segurança de suas redes com alarmes e câmeras.
furto de cabos elétricos em SP como denunciar crimes patrimoniais