Astronautas da NASA e Cosmonautas Russos Decolam Juntos; Assista ao VÍDEO
Em um gesto de cooperação que transcende as fronteiras terrestres, astronautas da NASA e cosmonautas da Roscosmos decolaram juntos nesta quarta-feira, 15 de julho, em uma missão conjunta rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento, realizado a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, foi transmitido ao vivo e o vídeo já circula nas redes sociais, mostrando o foguete Soyuz MS-26 cortando o céu. A missão, batizada de Soyuz MS-26, simboliza a retomada da parceria espacial entre os dois países, mesmo em meio a tensões geopolíticas.
O VÍDEO DO LANÇAMENTO
As imagens da decolagem, capturadas por câmeras da NASA e da Roscosmos, mostram o foguete Soyuz MS-26 deixando a plataforma de lançamento com uma impressionante pluma de fogo e fumaça. O vídeo, disponível no canal oficial da NASA no YouTube e nas redes sociais da agência, já acumula milhões de visualizações. Nele, é possível ver a sequência de separação dos estágios e a confirmação da entrada em órbita, com aplausos da equipe de controle. O momento exato da decolagem foi às 10h27, horário de Brasília.
QUEM ESTÁ A BORDO?
A tripulação da Soyuz MS-26 é composta por três membros: o astronauta da NASA, comandante Michael Barratt, e os cosmonautas da Roscosmos, Dmitry Petelin e Andrey Fedyaev. Segundo a NASA, a missão integra o programa de intercâmbio de tripulações entre as agências, que garante a presença contínua de pelo menos um astronauta americano e um cosmonauta russo a bordo da ISS. O acordo, firmado em 2022, prevê voos compartilhados até pelo menos 2025.
POR QUE A COOPERAÇÃO ESPACIAL IMPORTA?
A parceria entre EUA e Rússia no espaço remonta à Guerra Fria, com o programa Apollo-Soyuz em 1975. Hoje, a ISS depende da integração entre os módulos russo e americano. A missão conjunta garante a troca de expertise e a continuidade das operações científicas no laboratório orbital. A Roscosmos, por sua vez, fornece os foguetes Soyuz, enquanto a NASA contribui com as naves Dragon, da SpaceX, e os módulos de pesquisa.
O QUE ESPERAR DA MISSÃO?
A tripulação passará cerca de seis meses a bordo da ISS, realizando experimentos científicos em áreas como biologia, física e medicina. Entre os destaques, estão estudos sobre os efeitos da microgravidade no corpo humano e testes de novas tecnologias para futuras missões à Lua e a Marte. A previsão de retorno à Terra é em janeiro de 2027, com pouso no Cazaquistão.
CONTEXTO GEOPOLÍTICO
A missão ocorre em um momento de tensões entre EUA e Rússia, com sanções e conflitos na Ucrânia. Apesar disso, a cooperação espacial se mantém como um canal diplomático aberto. A NASA já afirmou que a parceria é "essencial para a segurança e a continuidade das operações na ISS". A Roscosmos, por sua vez, destacou que "o espaço não tem fronteiras" e que a colaboração técnica segue inabalável.
PERGUNTAS FREQUENTES
Os EUA e a Rússia estão cooperando no espaço apesar das tensões?
Sim. A missão Soyuz MS-26 é um exemplo da cooperação contínua entre NASA e Roscosmos, que mantêm acordos de intercâmbio de tripulações para a ISS.
Onde posso assistir ao vídeo do lançamento?
O vídeo está disponível no canal oficial da NASA no YouTube e nas redes sociais da agência, incluindo Twitter e Instagram.
Quanto tempo dura a viagem até a ISS?
A viagem dura cerca de 3 horas e 30 minutos, com a nave realizando duas órbitas ao redor da Terra antes de acoplar à estação.
Quem são os astronautas a bordo?
A tripulação é composta pelo astronauta da NASA Michael Barratt e pelos cosmonautas russos Dmitry Petelin e Andrey Fedyaev.
Qual a importância dessa missão?
A missão garante a continuidade das operações na ISS e reforça a parceria histórica entre as duas agências espaciais.
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